Caros e gentis leitores,
A sociedade brasileira do audiovisual está alvoroçada com as últimas movimentações, e é uma honra revelar a vocês o assunto mais comentado nos salões paulistanos: após 15 anos operando em edifícios compartilhados, em Alphaville, a Netflix finalmente inaugurou seu próprio escritório no bairro de Pinheiros, marcando sua estreia oficial na capital paulista, uma vez que sua presença tem sido cada dia mais requisitada e a logística, naturalmente, inviável.
Esta autora foi informada de maneira confiável que a base não é apenas um endereço novo, mas estrutura, equipe e continuidade. Em um mercado acostumado a apostas rápidas e projetos efêmeros, esta debutante veio para ficar, e não apenas para aparecer nas colunas sociais.
A construção movimentou mais de 2 mil empregos e R$ 141 milhões na economia de São Paulo. A equipe cresceu 20% apenas em 2025. Não são apenas números: são sinais claros de que a Netflix pretende dançar cada passo no salão brasileiro com elegância.
O público, por sua vez, respondeu com entusiasmo. Entre julho e dezembro de 2025, a audiência global das produções brasileiras cresceu 60%. Sucessos internacionais como Caramelo, Os Donos do Jogo e Sintonia, juntamente com produções que cruzaram graciosamente o Atlântico, sugerem que as histórias brasileiras aportam muito bem, especialmente quando recebem o respaldo adequado.
E não se enganem, meus caros: a Netflix também sabe dançar fora do ritmo habitual. Parcerias como O Agente Secreto indicam que ela está disposta a interagir com diferentes produtores e explorar novos espaços, algo essencial quando se trata do delicado baile do cinema independente. A estratégia foi confirmada ontem (27) pelo ilustre Greg Peters, co-CEO da empresa.
“Nós apoiamos os filmes brasileiros de várias maneiras porque queremos ser os melhores parceiros e permanecer flexíveis para que os produtores locais possam decidir a melhor forma de dar vida aos seus projetos”, diz Peters. “É por isso que estamos felizes com a parceria com os produtores de O Agente Secreto, pois isso nos permitiu ajudar a financiar o filme e licenciá-lo para que a audiência da Netflix no Brasil possa assisti-lo futuramente.”
No entanto, caro leitor, antes de imaginar que todos os problemas do audiovisual brasileiro estão resolvidos, saiba que não estão. Como acontece com toda debutante promissora, o tempo — e a consistência — revelarão se esta entrada representa um compromisso duradouro ou apenas uma temporada memorável.
PS: Para os leitores mais curiosos, a notícia completa pode ser lida no comunicado oficial da Netflix, aqui!




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